quarta-feira, 15 de junho de 2011

A arte cristã primitiva

Cruz talhada em pedra
O inicio do cristianismo foi marcado por perseguições. As pessoas que eram mortas, as cristãs, eram enterradas em um local subterraneo, galerias subterrâneas, denominadas catacumbas. Logo, as paredes e o teto dessas galerias possuíam as primeiras pinturas cristãs. As primeiras pinturas que começaram a ser feitas foram os símbolos do cristianismo, como a cruz e a palma. Entretanto, o tempo passou e começaram a ser feitas as pinturas das cenas do antigo e do novo testamento.
Jesus, exemplo mais conhecido nos dias atuais de homem que sofreu perseguições
 Uma curiosidade que podemos perceber é que, as pinturas cristãs não foram feitas por importantes artistas, apenas por pessoas cristãs. A partir desse fato, nota-se a forma rude, grosseiras mas sempre muito simples.
Gravura representando a época em que ocorriam as perseguições
As perseguições ao passar do tempo foram diminuindo, em 313, o imperador Constantino converteu-se cristão e liberou o culto, antes tão restrito e proibido. A partir disso, o cristianismo começou a crescer e se expandir, até que, em 391, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do império! Assim, finalmente os cristãos tão limitados a fazer o culto a sua religião, no que acreditavam, foram liberados a fazer o culto. Templos cristãos denominados basílicas, começaram a ser construído, com características romanas presente. A arte cristã então teve uma linha do tempo: primeiramente rustica e simples nas catatumbas, depois mais rica e amadurecida nas basílicas(templos cristãos). Essas mudanças marcaram uma nova época da história da humanidade!

Sofia 

terça-feira, 14 de junho de 2011

As técnicas da têmpera e da encáustica

Têmpera:
Duccio di Buoninsegna, Madonna and Child, c.1300, ouro e têmpera sobre madeira (28 x 20,8cm) para devoção pessoal.
A têmpera é um modo de preparação de tinta na época bizantina, feita de um modo em que se misturam os pigmentos com uma goma orgânica (normalmente a gema de ovo). Seu resultado consistia em um efeito brilhante e luminoso, que dava beleza aos trabalhos aplicados com a têmpera. Certo tempo depois a técnica foi abandonada.

Encáustica:
Retrato funerário de rapaz, Antigo egípcio, técnica de encáustica
 A encáustica é outra técnica de preparação da tinta, consistindo na diluição de pigmentos de cera aquecida e derretida na aplicação. Além disso, foi uma técnica utilizada por povos muito mais antigos, e graças a ela podemos apreciar as esculturas dos povos da antiguidade, como as esculturas de mármores gregas e as pinturas do Egito antigo.


Um pouco da Santa Sofia de São Paulo 
Sede do arcebispado da igreja Ortodoxa do Brasil

Em 1939, uma réplica da basílica de Santa Sofia foi construída em São Paulo e atualmente ela é a sede do arcebispado da igreja Ortodoxa do Brasil. Destaca-se sua arquitetura e pintura do período bizantino, e sua grande cúpula central e suas semicúpulas ao redor, o que de dentro causa um efeito de amplitude. 
A basílica de Santa Sofia original encontra-se atualmente Istambul, na Turquia, e é uma grande marca para a época bizantina, já que o monumento constitui de todas as suas características. Atualmente ela é um museu aberto, mostrando todas suas obras e sua magnífica escultura. 

André Guimarães 

Os ícones bizantinos


A palavra ícone deriva-se do grego e significa “imagem”.  Os ícones são quadros de representações de seres divinos. Essas figuras na maioria eram bem luxuosas. Para pintar esses quadros os artistas podiam usar dois tipos de técnicas, a têmpera ou a encáustica.
                Para produzir esses quadros, que eram considerados divinos, os artistas tinham que passar por uma preparação espiritual e técnica. Para fazer essas obras os artistas passavam por um ritual de purificação, pois se achava que o divino atuava pela mão do pintor.
Em geral esses quadros revestiam a superfície da madeira ou da placa de metal com uma camada dourada. Para fazer algumas partes dos quadros como, bordados e dobras, era necessário retirar a tinta com um estilete, deixando o fundo dos quadros com uma cor dourada. Algumas vezes os artistas colocavam jóias nas pinturas, dando assim aos ícones um aspecto de grande riqueza.
                Esses quadros na maioria das vezes eram encontrados nas igrejas, mas também se podia encontra em oratórios familiares.
                 Depois da morte do imperador Justiniano, o Império Bizantino entrou em declínio cultural e político.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
 Ícone pintado por Emmanuel Tzanes Bounialis.