segunda-feira, 13 de junho de 2011

A arte bizantina em Ravena


A cidade de Ravena por ser um ponto estratégico foi um dos alvos mais visados para a conquista da Península Itálica, pelo imperador Justiniano quando tentou reunificar o Império Romano, foi nessa iniciativa que começaram as guerras de conquista no Ocidente. Depois de muitas tentativas a cidade foi reconquistada em 540 d.C., a cidade então se tornou o centro do domínio bizantino na Itália.
Porém essa não foi a primeira vez que Ravena tivera contato com a cultura bizantina, antes, na primeira metade do século V, isso já tinha ocorrido. E exatamente desse período o mausoléu (uma tumba grandiosa, geralmente construída para um líder ou figura importante que morreu) da Imperatriz Gala Plácidia foi construido. Ele é um dos melhores exemplos da arquitetura daquele império, a construção mais conhecida e de importância mais significativa.
Mausoléu, visto externamente
O Mausoléu foi declarado pela UNESCO como Patrimônio Mundial, devido aos seus mosaicos. Ele foi construído entre 417 e 430 d.C., possivelmente por Gala Placídia, esposa de Constâncio III. Tem a planta em forma de cruz e é coberto por uma cúpula, internamente suas superfícies são revestidas de mosaicos com temáticas relacionadas à religião cristã.
Externamente é um edifício simples, revestido por tijolos cozidos, e sua característica essencial é um cubo por cima da pequena cúpula central, que é coberta com telhas de cerâmica e sua planta possui forma de cruz latina, um dos braços da construção  possui um pouco mais de comprimento comparado aos outros. Sobre o cruzamento dos braços se ergue uma estrutura cúbica com pequenas janelas e coberta por um telhado de quatro águas.
Originalmente era revestido de estuque, pintado de modo a imitar mármore, removido posteriormente, e uma característica da construção é o uso de ânforas em vez de tijolos para aliviar o peso das estruturas, no mausoléu elas foram encontradas durante reparos no prédio em 1838, no volume cúbico que sustenta a cúpula. É o mais antigo monumento de Ravena a preservar sua decoração original.
As igrejas de Ravena que revelam uma arte bizantina mais madura são as da época de Justiniano, como a basílica de São Vital.
Planta da Basílica de São Vital
Essa igreja começou a ser construída em 525 e foi concluída em 548 por Maximiliano, não se sabe quem foi o arquiteto da obra. Sua planta possui forma octogonal, e devido a isso, suas possibilidades de ocupação são diferentes, seus arcos, colunas e carpitéis são combinadas de tal maneira, que faz de sua arquitetura excelente para apoiar mármore e mosaicos.
Vista da Basílica do teto
Um dos mosaicos da Igreja, representando o Pastor com os Cordeiros
As séries de mosaicos apresentam elementos religiosos, como os sacrifícios do Velho Testamento, da história de Abraão, passando pela história de Moisés até a representação do cordeiro de Deus. Além desses, há mosaicos dos quatro Evangelistas, todos vestidos de branco. Deforma geral todos foram trabalhados com base na tradição helenistica-romana: vividos e imaginativos, com ricas cores e certa perspectiva.

Imperador com a imperatris Teodora
Há também os mosaicos do imperador Justiniano e o da imperatriz Teodora, ao lado de sua corte, ambos levando oferendas ao templo. Por essas obras pode-se notar que a arte bizantina tinha como principais temas o Império e a religião.
Ana Caroline

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